A Prefeitura de São Gonçalo do Pará informou que vai abrir um procedimento administrativo para apurar o motivo pelo qual profissionais de saúde do Pronto Atendimento devolveram o corpo de um idoso para o Lar de Nazaré, onde ele morava.

O caso ocorreu nesta quinta-feira (16) depois que o paciente, de 91 anos, passou mal e foi levado até a unidade de saúde. Porém, ele não resistiu e, ao morrer, a médica pediu que levassem o corpo de volta para que o atestado de óbito fosse emitido na casa de acolhimento.

Em entrevista, a presidente do Lar de Nazaré, Nely de Souza Alves, contou que o idoso passou mal por volta das 5h30 e a cuidadora do lar acionou a equipe do Pronto Atendimento.

“A ambulância o buscou no lar, ele deu entrada às 5h40 com vida no posto de saúde, mas faleceu lá. A médica o mandou de volta para casa, morto, para que as cuidadores aguardassem o médico do Posto de Saúde da Família (PSF) ir lá para dar o laudo”.

Ainda segundo Nely, a equipe do lar retornou com o corpo para a instituição com o sentimento de revolta devido a situação.

“Estou indignada, pois voltaram com ele todo enrolado. O corpo só foi liberado às 10 h, quando a funerária foi buscá-lo. Imagine como ficou a cabeça dos outros idosos. Um descaso”, desabafou.

O corpo do idoso foi sepultado na tarde  de quinta-feira no Cemitério Municipal.

 

Afastamento

O Secretário Municipal de Saúde, Joel Ribeiro, disse que a médica que atendeu o idoso será afastada de imediato.

Além disso, informou que será instaurado um processo administrativo contra todos os servidores que estavam no plantão e receberam o caso do idoso, para que sejam apurados qual o grau de responsabilidade de cada profissional nesta

“O que foi relatado para mim é esse paciente saiu do lar com vida, quando ele passou mal ele estava tomando o banho matinal. Mas, quando ele chegou aqui em nosso Pronto Atendimento ele não estava mais com pulsação e nem sinais vitais", explicou.

Joel Ribeiro também falou que o idoso foi acolhido pela enfermeira que passou o caso para a médica, que constatou o óbito.

"Porém, ela argumentou não poder ficar com o corpo dele aqui porque queria que o médico do PSF que fazia o acompanhamento dele fizesse o atestado de óbito, pois ela não tinha conhecimento dos antecedentes de saúde do idos, o que é claro não se justifica de jeito nenhum ter devolvido esse corpo. Foi um erro muito grande por parte da médica e nos da administração não compactuamos com isso", completou Ribeiro.situação.

Fonte: G1