O Governo de Minas anunciou nesta quinta-feira (25) que começou a rastrear, em tempo real, os leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) em todos os hospitais conveniados, para monitorar e administrar as internações no Estado durante a pandemia. Serão monitorados todas as UTIs de responsabilidade do SUS, sejam em hospitais públicos, filantrópicos ou particulares.

Para isso, foi criado o Escritório de Gestão de Leitos, que ficará em contato direto e diário com as unidades para conhecer a realidade desses locais, principalmente onde a taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva esteja acima de 90% e onde haja pacientes há mais de 20 dias internados.

Os dados gerados por esse monitoramento vão ajudar o governo a traçar estratégias de atuação para o enfrentamento da Covid-19. “A atuação do escritório pode trazer mudanças na avaliação do quantitativo da ocupação de leitos no Estado, aumentando ainda mais a transparência de dados”, afirmou o secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral.

Segundo o coordenador da alta complexidade da Superintendência de Redes de Atenção à Saúde da SES-MG, David Mello de Jesus, a intenção é refinar a qualidade das informações prestadas e conhecer mais de perto a realidade atual. “Precisamos mais do que nunca conhecer o cenário desses locais em tempo próximo ao real. Vamos ver se a taxa de ocupação nas internações está elevada ou se houve algum viés técnico que contribuiu para a demora nas atualizações de dados sobre leitos”, esclarece Mello.

Ainda de acordo com David Mello, o escritório também vai buscar informações sobre falta de equipamentos, testes para o coronavírus, registros de óbitos causados pela doença, entre outros. “Com essa busca, vamos conhecer os entraves assistenciais tanto dos hospitais como do território”.

 

Leitos em Minas

A ocupação de leitos de terapia intensiva em Minas chegou a 91,93% nesta quinta-feira (25), segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Esse é o índice mais alto registrado desde o início da pandemia do novo coronavírus, há três meses.

Atualmente, são 2.964 leitos para atender pacientes graves na rede pública. Deste total, 951 foram criados a partir de março. Além disso, o Estado garante que pretende dobrar a capacidade dos leitos, criando mais 2.936.

Ainda de acordo com a pasta, 506 pacientes com suspeita de Covid estão internados, o que corresponde a 17,23%.

Das 14 macrorregiões de saúde do Estado, cinco estão acima de 90%: Centro (91%), Sudeste (92,5%), Vale do Aço (125,5%), Leste (128,95%) e Triângulo do Norte (146,07%).

Fonte: Hoje em Dia