Para evitar a contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19) é fundamental reforçar um hábito básico de higiene que é lavar as mãos com água e sabão. Mas quando isso não é possível, a recomedação dos especialistas é usar o álcool gel.

O produto também deve ser utilizado com um pano úmido para desinfetar celulares, teclados, cadeiras, maçanetas e outros objetos que sejam de uso coletivo e tocados por várias pessoas com frequência. A indicação é que o produto seja o álcool 70º, isto é, que seja composto de 70% de álcool etílico (etanol). De acordo com o Conselho Federal de Química, essa é a quantidade necessária para combater micro-organismos como bactérias, vírus e fungos.

Pensando nesta corrida desenfreada das pessoas por um frasco do produto, o Procon-MG, órgão do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), alerta para a importância dos fabricantes e revendedores informarem sobre os riscos à saúde e à segurança dos consumidores, que também precisam ficar atentos sobre qual álcool é mais recomendado para higienização das mãos. Neste caso é o gel 70% ou 70 º INPM, antisséptico para mãos.

“A proteção da vida, saúde e segurança contra riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos.” (art. 6º, II) e “a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem” (CDC, art. 6º, III).

Já o álcool do tipo desinfetante, na forma líquida, que inclusive teve a comercialização excepcionalmente liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no último dia 20 de março, apresenta igual poder desinfetante, no entanto, por ser altamente inflamável, deve ser manipulado com extremo cuidado pelo consumidor, para evitar acidentes.

Segundo especialistas da área da saúde, o álcool gel antisséptico, na graduação de 70º INPM, é o produto mais adequado para higienização das mãos, pois além de ter sua eficácia testada pelo fabricante, ele contém, em sua composição, substância hidratante que mitiga a irritação da pele. É aquele normalmente vendido nas farmácias e drogarias.

Produtos com concentração inferior ou superior a 70% não são recomendados, pois não apresentam eficácia antisséptica adequada e, em soluções de graduação alcoólica muito superiores, a eficácia é menor, pois a evaporação é mais rápida, diminuindo o tempo de contato do álcool com os microrganismos.

Ainda segundo o Procon, os produtos de fabricação artesanal não são adequados para a higienização das mãos.

Fonte: Hoje em Dia