Óbito por H1N1 é registrado em Itaúna

09 JUL 2019
09 de Julho de 2019

Secretaria de Estado de Saúde já registra 9 casos no Centro-Oeste Mineiro

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), emitiu um boletim epidemiológico na última segunda-feira, 08 de julho, confirmando duas mortes por Influenza A (H1N1) no centro-Oeste Mineiro, uma delas foi notificada em Itaúna.

O outro óbito foi de um senhor de 54 anos, registrado na cidade de Campo Belo. Além dessas cidades que tiveram óbito, já são sete casos do vírus nas cidades do entorno, sendo: Dois casos em Bom Despacho, um em Dores do Indaiá, um em Santo Antônio do Monte, um em Formiga, um em Divinópolis e um no município de Cristais.

Em nota enviada a redação da Líder FM a assessoria de comunicação de Itaúna informou:

“A Secretaria de Municipal de Saúde de Itaúna foi informada nesta última sexta-feira, dia 5 de julho, sobre a confirmação de um óbito em Belo Horizonte de uma paciente do sexo feminino de 94 anos, com o vírus H1N1. A paciente ficou internada inicialmente no município e transferida posteriormente para Belo Horizonte. No município hoje não há ninguém com suspeita da doença. Porém 2 comunicantes dessa senhora que veio a óbito foram tratados em Belo Horizonte.”

A Gripe

A gripe H1N1, ou influenza A, é provocada pelo vírus H1N1, um subtipo do influenzavírus do tipo A. Ele é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da gripe suína (daí o nome pelo qual ficou conhecida inicialmente), que infectaram porcos simultaneamente.

O período de incubação varia de três a cinco dias. A transmissão pode ocorrer antes de aparecerem os sintomas. Ela se dá pelo contato direto com os animais ou com objetos contaminados e de pessoa para pessoa, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias. Experiências recentes indicam que esse vírus não é tão agressivo quanto se imaginava.

Sintomas da doença

Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras gripes. No entanto, requer cuidados especiais a pessoa que apresentar:


-Irritação nos olhos;

-Coriza;

-Cansaço;

-Vômitos;

-Diarreia;

-Tosse;

-Inapetência;

-Dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações;

-Febre alta, acima de 38ºC, 39ºC, de início repentino.


Prevenção

O Center Deseases Control (CDC) listou algumas recomendações para proteger-se contra a infecção ou evitar a transmissão do vírus:

 

•        Lavar frequentemente as mãos com bastante água e sabão ou desinfetá-las com produtos à base de álcool;

•        Jogar fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar;

•        Evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes;

•        Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo;

•        Não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal;

A vacina contra a influenza tipo A é feita com o vírus (H1N1) da doença inativo e fracionado. Os efeitos colaterais são insignificantes se comparados com os benefícios que pode trazer na prevenção de uma doença sujeita a complicações graves.

Existem duas vacinas que protegem contra a infecção pelo H1N1: a trivalente, que imuniza contra dois vírus da influenza A e contra uma cepa do vírus da influenza B, e a vacina tetravalente (ou quadrivalente) que, além desses vírus imuniza contra uma segunda cepa do vírus da influeza B, menos frequente no Brasil e que só deve ser usada a partir dos três anos de idade.

Os dois tipos de vacina são eficazes, mas levam de duas a três semanas para fazer efeito. Embora não ofereçam 100% de proteção, estão perto disso.

Tratamento

Se estiver com um ou mais sintomas dessa lista, procure um médico e faça o exame que detecte o vírus, é muito importante evitar a automedicação. Os princípios ativos fosfato de oseltamivir e zanamivir, presentes em alguns antigripais (Tamiflu e Relenza) e já utilizados no tratamento da gripe aviária, têm-se mostrado eficazes contra o vírus H1N1, especialmente se ministrados nas primeiras 48 horas, que se seguem ao aparecimento dos sintomas.

Por Luiz Henrique Machado

Imagem: Divulgação/ Ilustrativas

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